segunda-feira, 20 de março de 2017

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    Boa Tarde Segunda Feira de Sol, que amanheceu friazinha, com uma névoa cobrindo o Lago Comary.
    Segunda Feira alegre, cheia de sons da Natureza.
    Acordei feliz, motivada por novidades felizes que nos aconteceram ontem. Ontem, chegou mais um membro para o clã dos Dantas, o Bob, cãozinho York, que tornou-se filho de minha neta Isabela Dantas, portanto, meu bisneto. Foi felicidade, só, apesar de ele já, ao chegar na casa da bisa, foi marcando o seu território, soltando um xixi no meio da sala e eu, "Bela, Claudia, cuidado com os meus tapetes!"
    Acredito que a nossa Belíssima, sequer dormiu a noite direito, por conta da emoção e da novidade de ser mãe. Ser mãe é assim, quando a gente tem a responsabilidade de outro ser que depende de nós, passa a ser mãe.
    Estou louca para saber como foi a primeira noite dela com o Bob!
    E eu, que queria trazer ontem o labradorzinho para nós, mas...
    Durante a noite, fiquei pensando onde o colocaria para dormir, no nosso quarto? Poderia deixá-lo sozinho? talvez não desse certo mesmo!
    Lembranças, para variar, vieram à minha mente, do meu primeiro cãozinho, um doberman negro, Big Wig de Satander, é Satander, mesmo, ao invés de Santander, que ganhamos, quando ainda não tinha um mês de vida, que eu embalava para dormir para que não chorasse com saudades da mãe e que mordia as minhas mãos por revolta em ter sido arrancado tão cedo de sua mãe. Eu pensava, esse quando crescer vai ser brabo!
    Tornou-se, meu amigo, muito amigo, um fiel amigo. Ajudou-me muito, assim que cresceu, a olhar meus filhos, sempre avisando-me quando estavam aprontando alguma arte no quintal. Além disso, esperava-me e pulava nos meus ombros, quase derrubando-me, quando eu chegava da escola ou da faculdade em qua trabalhava, quase derrubando-me, mostrando sua alegria com uma grande lambida em meu rosto. Se eu tinha algum problema e sentava no degrau da escada da área, para relaxar, lá vinha ele e lambia o meu rosto, parecia advinhar, que eu não estava bem. Os cães são assim, amam intensamente e adquirem um pouco a personalidade de quem os cuida. Nunca esqueci você, meu Big, querido!
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    Pedrita Mikail

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    O nosso Big, brincando com Sergio, meu marido.
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    1 h ·
    Pedrita Mikail com Therezinha Hillal.
    13 h ·
    Therezinha, olhe que cãozinho, mais lindo. Fiquei apaixonada.
Pedrita Mikail

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Pedrita Mikail compartilhou a própria foto.
1 h ·
Bom Dia, Segunda-Feira de Carnaval,
Ontem, dormi pensando no labradorzinho que eu queria comprar, tão lindo,
pensando, "onde o colocaria para dormir, na cama entre eu e Sergio Lyra Dantas? E se ele fizesse xixi em nós? Claro que Sergio não iria deixar que eu fizesse isso!"
Acordei feliz, devo ter dormido muito bem e ter tido belos sonhos.
E fiquei pensando em minha neta Isabela Dantas, e no seu cãozinho Bob, afinal é o primeiro cãozinho da vida dela. Um York, tão franzino, havia dois na loja e ela se apaixonou pelo mais frágil.
Esse meu novo bisneto foi logo marcando o seu território em minha sala e eu." Bela, Claudia Dantas, não deixem ele fazer xixi nos meus tapetes!" rs....
Mas, como foi a noite? Será que Bob sentiu falta de seu irmãozinho e chorou? E a nossa Belinha, conseguiu dormir? A felicidade dela me contagiou! Espero ansiosa por notícias!
Ainda me lembro de minha primeira noite com o meu primeiro doberman, Big Wig de Satander, acho que deveria ter sido Santander, mas o registraram assim mesmo, sem o "n".
Nós morávamos na Ilha do Governador, em uma casa grande de esquina e eu, fiz uma caminha para ele no banheiro de empregada, que dava para a área de serviço. Mas quem disse que eu dormi? Ele chorava e lá ia eu acalmá-lo, alisando-lhe o pelo. Ele mordia as minhas mãos, com seus dentinhos afiados, mas eu nem ligava, o meu carinho por ele era maior do que tudo. O tempo passou e ele tornou-se meu grande amigo, que sempre esperava-me quando eu voltava do Colégio, ou da Faculdade em que trabalhava, com uma lambida e um pulo nos meus ombros, que quase me derrubando no chão. Nunca mais o esqueci...
Isabela, amor da vovó, espero que vc tenha no Bob, um grande amigo para sempre! Dê-me notícias de sua primeira noite!

Nú, está a venda! Telefone 21 996343106


domingo, 28 de agosto de 2016

O Colégio Progresso Campineiro!
O Bambuzal. Hora do Recreio!As internas reunidas, trocavam suas experiências.
Local onde sonhávamos tornarmo-nos adultas, 
sermos donas de nossa vida. Doce ilusão
Mas, sonhar era muito bom!
Sinto uma saudade gostosa daquele lugar que foi o meu Lar durante alguns anos.


Escultura!

Ensaiei na escultura, fiz algumas peças!


Na Exposição do Clube Comary, Terresópolis.




sábado, 6 de fevereiro de 2016

Sábado de Carnaval, 06 de fevereiro de 2016

Bom Dia, belo Sábado, cheio de Sol.
Sol que esquenta, Sol que nos abrasa, convidando-nos a viver!
Nós, eu e meu marido, aqui sozinhos em nossa linda casa que,
foi comprada há 16 anos atrás, para abrigar e se alegrar com filhos e netos.
Que ilusão! Cada um tem a sua própria vida e não se interessa muito para
vir para cá, curtir essa linda Natureza.
Mas, apesar disso, sinto-me melhor aqui do que em qualquer outro lugar.
Eu, particularmente, por mais que tenha viajado, não gostaria de outro sítio para morar!
Bom Dia, o dia nos chama, não iremos para a folia, já fui muito, quando nova, mas iremos viver
esse lindo dia da melhor forma! Quem sabe, começando a pintar a tela que desenhei???
Bom Dia Sábado, de Carnaval!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Mais algumas telas pintadas por mim.






Telas à venda! Comunique-se comigo pelo e-mail, p.mikail@mail.com

                                           Por do Sol, Serra dos Órgãos, de Teresópolis, RJ,
                                                    0,60X0,80, óleo sobre tela.
                                                                                                                                                           
MAC, Museu de Arte Contemporânea( projeto de Niemeyer), NIterói, RJ.
                                                                                                                                                                                                                                                                                         

Mikail Pedrita Pinturas: Faz alguma tempo que não entro em meu Blog e não t...

Mikail Pedrita Pinturas: Faz alguma tempo que não entro em meu Blog e não t...: Peço desculpas a todos por isso e prometo que postarei mais frequentemente. Estamos em Teresópolis, hoje sexta-feira de Carnaval, já podem...

Faz alguma tempo que não entro em meu Blog e não tenho postado, nada.

Peço desculpas a todos por isso e prometo que postarei mais frequentemente.
Estamos em Teresópolis, hoje sexta-feira de Carnaval, já podemos dizer assim, porque não se fala e não se vê outra coisa nas TVS. Um calorzinho nos faz ligar um ventilador para  refrescar-nos um pouco.
Tenho andado meio inquieta, por isso, ainda não desci para o meu atelier, afim de pintar.
Semana passada terminei uma tela, com rosas, encomenda do gerente da Taberna Alpina, aqui em Teresópolis. Espero que ele goste! Irei colocar uma foto da tela aqui.
Eu já havia começado uma nova tela, que parei para fazer a encomenda. Afinal, não é sempre que um artista vende uma tela!
Acredito que haverá chuvas por aqui, como na noite passada. Nós aqui temos uma vantagem, à noite sempre refresca, pena que não possamos abrir todas as janelas, só abrimos as que têm telas, isso por causa dos mosquitos.
Desejo a todos, um Feliz Carnaval


sexta-feira, 24 de julho de 2015

Clube Militar



Bolo da afrodescendente bipolar

E-mailImprimir

por Angela Dutra de Menezes


Terça-feira, 20 de novembro, dia da Consciência Negra. Meu carinho e respeito aos primos, amigos e colegas afrodescendentes.  Mas peço licença para lembrar que, se não controlarmos os nossos ímpetos politicamente corretos, corremos o risco de fundar o país da idiotice explícita. Mudernidades lingüísticas não faltam: um anão pobre – ou seja, duplamente sem sorte – só pode ser chamado deprejudicado verticalmente com insuficiência de fundos. Convenhamos, isso permite dupla interpretação e ofende mais o portador de necessidades especiais do que denominá-lo simplesmente de anão pobre. Os exemplos se atropelam: nuvens negras no horizonte? Nem pensar. Ou são nuvens afrodescendentes ou podemos escolher outra cor. Cinza, talvez. Embora diminua a intensidade da Tempestade.
Haja paciência. Na semana passada, perdi a minha ao me deparar, no supermercado, com um pedaço de bolo de chocolate, embrulhado e rotulado: Bolo afro. Lembrei-me de minha mãe, especialista no bolo nega maluca, delícia de chocolate, com calda também de chocolate, que meus irmãos, a tropa que se reunia em minha casa e eu detonávamos em poucas horas. Nunca soube de ninguém que tenha se suicidado ou precisado de apoio psiquiátrico por causa do nega maluca de minha mãe. Detalhe: tenho um primo neurologista e negão. Ou melhor, afrodescendente.  Meu primo se fartou de comer, sem traumas, o bolo nega malucalá de casa. Não por causa do bolo, claro. Mas ele se tornou um adulto bonitão. Se não fosse doutor, com certeza seria um badalado modelo afrodescendente. Mas não se realizaria, eu sei. É inteligente e ambicioso, orgulha-se de sua profissão. Homem bem resolvido: médico e pai de médicos. Igual a todos os seres humanos, de qualquer cor, é respeitado pelo que construiu na vida e não está nem aí se o chamam de afrodescendente ou de negão. Quem pode, pode. Não é qualquer um que enfia a mão nos cérebros alheios e resolve aneurismas, tumores e outros perrengues.
Voltando ao que interessa: examinei cuidadosamente o tal do bolo afro e conclui que aquela ignorância era, sem dúvida, meu velho conhecido, o bolo nega maluca.  Irritada, chamei a atendente da padaria.
- Por favor, este é o bolo nega maluca?
- Não, senhora, está escrito aí, é o bolo Afro.
- Ele foi feito na África?
- Não, imagina. Acabou de sair do forno da padaria.
- Ah, então é o bolo nega maluca...
- Ele é afro. Assim nos mandaram chamá-lo aqui no mercado...
- Já sei, é um bolo afrodescendente. Um nega maluca disfarçado.
- É, pode ser, mudam o nome de tudo, não é?
- Você sabe se este bolo tem alguma deficiência psiquiátrica, neurológica ou emocional? Porque ele só é gostoso se for maluco...
A atendente fez cara de espanto, mas não perdeu a pose:
- Não existe bolo maluco.
- Ah, existe, sim. O bolo nega maluca é delicioso.
Sem saber se a desequilibrada era eu, a mocinha escapou pela tangente:
- Melhor chamar o gerente, não?
- Se você quiser...
Em cinco minutos materializou-se à minha frente um cearense - será que posso falar assim ou devo me referir a um cidadão brasileiro da região nordeste do país? - rodopiando em gentilezas:
-Qual é o problema com o bolo, minha senhora?
- O problema é de identidade. Quero saber se o bolo afro é o nega maluca rebatizado.
O gerente me olhou desconfiado e respondeu o óbvio:
- Ele é de chocolate com cobertura de chocolate.
- Isso, eu sei. Mas no rótulo está escrito que leva óleo e água. Então, é o nega maluca.
Na verdade, não estava interessada se o bolo era ou não era o nega maluca. Geralmente, bolo de supermercado não costuma exagerar em qualidade e eu não pretendia comprá-lo. Mas, naquela altura, atônita com tanta idiotice, queria ver até onde chegaria a conversa sobre a dualidade afro/nega. Na minha cabeça a mesma coisa, com uma pequena diferença. O nega soa açucarado. Muito mais comercial do que o afro.  Mas devo ser preconceituosa, não entendo mesmo nada. Diante do impasse, o gerente levou-me ao mestre-padeiro.
- Boa tarde, o senhor pode me esclarecer se o bolo afro é feito com a receita do nega maluca?
Sorridente e coberto de farinha de trigo, o profissional – por sinal, um afrodescendente ma non troppo – encerrou a controvérsia:
- Claro que é. Chocolate em pó, óleo, açúcar, água fervendo. O mesmíssimo bolo, uma delícia. Pode levar sem susto.
- Quer dizer que este bolo continua doido, não mudou nada.
- Fica tranquila. A senhora vai levar o bolo maluco de sempre, mas com apelido chique. Eu já tentei convencer o povo daqui que bolo afro é uma bobagem. Até sugeri o nome que a minha filha universitária inventou: bolo da afrodescendente bipolar. Mas as pessoas reagem, sabe como é...
Em homenagem à sagacidade do mestre padeiro e – só pode ser – à ironia de sua filha, comprei o bolo.
Não é que era mesmo o nega maluca? E, para completar, gostoso demais?

Angela Dutra de Menezes é escritora e jornalista
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